"É de prache, nas salas de cinema, que, antes do início de cada filme em questão, patrocinadores do lugar e interessados em divulgar os seus produtos e/ou serviços tenham a benece de ter os seus comerciais passados na grande tela à frente dos nossos olhos comprimidos na escuridão total... Certa vez, eu comentei com um camarada, que o que pagamos, hoje (pelo menos), ao assistirmos um filme no cinema, não é a oportunidade pura e simples de nos inteirarmos da realidade daquele filme que nos interessa, mas sim a possibilidade de podermos ser envolvidos em um ambiente propício para a degustação daquela experiência audiovisual: o clima, a qualidade da imagem e do som, a pipoca (cara e de perfume apetitoso!...), a força da energia humana contida e concentrada em um único foco -- um objetivo ponto de vista, que se une a tantos outros em harmonia suave ou desarmonia momentânea... E, com o passar do tempo, quanto mais ganhava experiência de vida, tanto mais me importava este detalhe, que talvez possa passar despercebidamente para 80% das pessoas que frequentam as salas de cinema. E o fato que corrobora este ânimo imanente em nosso espírito ao sentarmo-nos na poltrona acolchoada no breu, é que até mesmo comerciais medíocres e/ou mesmo estúpidos ganham uma força de atração estranha quando assistidos no cinema. É óbvio que podemos, sinceramente (e esta é a regra geral), desprezar este evento que antecipa a entrada dos trailers, mas, se abrirmos o nosso coração e a nossa mente para aqueles esforços publicitários que se sucedem aos nossos olhos entediados, podemos mesmo nos divertir com toda aquela bobagem (que por vezes se nos apresenta, fortuitamente...).
Mas isto é uma divagação... Para àqueles que querem faturar com os seus projetos e empreendimentos, será sempre bom divulgá-los, não é certo? E nós, que não compramos as idéias práticas deles, tampouco poderíamos mesmo deplorar estas suas tentativas de cativar...
Mas não precisamos, necessariamente, servir de observadores passivos e ingênuos destes feitos...!
E em todos os 4 filmes excelentes, que eu vi neste período de seis meses nos cinemas da vida social, sempre me aparece um em que o narrador nos apresenta um modelo típico de família: Casal... Sogrão, Irmão etc. -- Como este comercial é tolo e abusa da capacidade do indivíduo em se projetar para fora dos modelos já batidos pelos tempos modernos...!
E, já um tanto distraído pela luminosidade intensa, e também pelas vozes que vinham com força de irresponsável malícia, cedi a minha cabeça ao poder da gravidade, que me fez recostá-la na poltrona... Apareceu na tela uma senhora muito antipática... a Sogra. 'Sogra é uma desgraça...!', o comentário em voz alta de uma jovem, que parecia não ter se esforçado muito para chegar a esta constatação particular, foi tão repentino e eficiente como uma boa piada também o é. Analisei que, todavia, o seu pensamento era muito ingrato, pois, se ela refletisse por um único segundo, perceberia que era graças à esta 'Desgraça' que o seu namorado existia para ela (caso este em que ela tivesse um...). E, para consolar o Jovem que se casava, uma loira extremamente sensual e estereotipada surgia na tela para que nós, marmanjos potencialmente arrastados para um inevitável enlace matrimonial, nos consolácemos com a proximidade da luxúria: a Cunhada (alguém que parecia programada para o sexo). É claro que, neste dia, eu ouvi muitos assovios e palavras de entusiasmo para com a mulher sorridente, que não se acanhava em oferecer-se para nós -- a platéia.
Depois foi a vez de uma propaganda muito estranha, que me fez sorrir muito por dentro, gargalhar com a minha imaginação: O rosto de uma mulher está em um close fechado, que se afasta gradualmente e revela que ela está (vejam-só!) em um cinema, vestindo roupas leves e brancas, ocupando 'três poltronas' -- folgada ela, não?... Não obstante feliz para si mesma e insensível para com as outras pessoas da sala, que, ao que parecia, não gozavam do mesmo privilégio de poderem sentar em posição de meditação (flor-de-lótus) e curtir um filme no cinema...! Mas a verdade é que a sala deste cinema em questão estava com pouquíssimas pessoas; e, seja lá qual filme se projetava para os espectadores, ele só entusiasmava mesmo a esta mulher estranhamente satisfeita. E, na hora em que o locutor explicava o porquê daquela senhora estar ali -- o seu significado quase metafórico -- foi para mim impossível não imaginá-la ali por perto, sentada com algum conhecido que a reconheria na tela; com o semblante modificado, ligeiramente contraído por alguma espécie de vergonha impossível de disfarçar, ela talvez fizesse pouco caso daquele trabalho -- isto é profissionalismo!. Eu encarei com irreverência esta visão, e ela logo desapareceu com a entrada de uma outra propaganda muito chata e cansativa de assistir. Pensei, logo que começou aquela sucessão de acordes monótonos e melodias simplistas, que nenhum publicitário deveria se dignar a propalar os bens de sua terra com alguma canção nacionalista... Isto não dá certo; não cativa ninguém, hoje em dia...
E, quando esta parte do ritual é superada, existe um instante de nada, que parece que vai nos testar novamente a paciência... Mas logo vêm os trailers, e então o filme começa...
quinta-feira, 27 de maio de 2010
quarta-feira, 26 de maio de 2010
A Fúria dos Titãs - escuridão para acalmar os ânimos...
"Havia uma profusão de pessoas no vestíbulo do cinema. Me concentrei em entrar na fila e comprar o ingresso, observando, no entanto, que as pessoas estariam ali, provavelmente, para assistirem ao Fúria de Titãs ou ao Robin Hood (de Ridley Scott); mas, logo na vitrine, um aviso de 'Esgotado ingressos' para Fúria... em 3D aumentou significamente as minhas expectativas (de que o filme fosse capaz de me agradar, é claro!)...
Bem, o ato da compra de um ingresso de cinema está intimamente relacionado ao prazer que esta pessoa que compra -- investe energia (por mais grosseira que seja, como o dinheiro o é) -- pode, ou crê, sentir durante a projeção e sobretudo ao final dela. A minha cotação de alegria em assistir filmes estava favorável para um novo sucesso: 3 filmes, em sequência, intercalados, evidentemente por tempos distintos, ótimos e agradavelmente justificáveis para o dito assim programa: Chico Xavier, As Melhores Coisas do Mundo e Harry Potter e o Enigma do Príncipe foram eles (poderiam ser 4, se considerássemos também Avatar... é: 4 bem sucedidas investidas ao cinema!) E, sem pesar em meus ombros qualquer temor ou ansiedade incontrolável por conta do filme que se iniciaria dentro de 15 minutos, subi calmamente a escada que levava à sala, observando distraidamente um grupo descendo as escadas logo ao lado, sorrindo e gozando um trio de pessoas à minha frente: 'É lá embaixo', dizia um deles sorrindo de orelha a orelha enquanto o outro à minha frente indagava 'O filme é na sala de baixo?...', 'É, trouxa (risos)'. Ao querermos, de verdade, pela simples observação e análise despretensiosa, podemos encontrar maravilhas no mundo das relações humanas... Antes de entrar, virei o rosto para um casal ao lado: 'Você quer dizer a minha bolsa; a minha bolsinha?', a mulher questionava de maneira infantil e paciente enquanto o cara de óculos vasculhava a sua bolsa de modo impetuoso, mas moderado. Não posso deixar de dizer que me senti com o peito opresso ao encarar a sala, mergulhada em uma típica e profunda penumbra, parcialmente cheia (ou mais ou menos vazia?...); tudo o que me interessava, agora, então, seria encontrar o 'meu lugar' -- ele fica mais ou menos duas filas antes da sessão final e ao lado direito do projetor... Estava lá, três lugares para escolher; apesar de sentar-me de pronto no primeiro lugar ao lado da escadaria, percebi que a minha visão não estava realmente alinhada, centralizada... E, por isso, senti realmente uma grande paz quando pulei para o outra assento à minha direita (que, de um modo ou outro, impediria algum casal de se sentar juntos... Bem, algumas vontades humanas inibiem ou destróem as vontades de outrem...). Mas é fato que, desde que entrei, um grupo de jovens indisciplinados (risos pelo me rigor...) se mostraram bastante à vontade com o público, para consigo mesmos, enfim... na sala de casa. A alegria se revelava brilhante para eles, e o entusiasmo não era propriamente pelo filme, mas sim por estarem em um cinema. Uau! Como podem?... Como querem?... Como suportam agir assim?... Bem, eu escrevi que o meu espírito estava preparado para aquele tipo de coisa: Assistindo de relance a uma entrevista com Sam Worthington (ao qual ele falava com gestos rápidos e olhos esbugalhados de adrenalina, como se estivesse alterado pelo efeito de alguma fileira de pó branco), sobre o filme, ele comentou, erguendo os ombros num sutil meneio de cabeça sobre aquele ser um 'popcorn-movie' (filme-pipoca) e que as pessoas deveriam se sentir livres e à vontade para assoviar para a Medusa e mandar ver as suas pipocas quando Hades aparecesse em cena (me pareceu, imediatamente, que ele sabia sobre o que falava, e que era, afinal, digno de confiança)... Hum, este comentário, acompanhado por um semblante risonho e irresponsável do ator, poderia ter me convencido a baixar gratuitamente o filme e conferir se, de fato, ele seria digno de ser levado como um entretenimento no mínimo eficiente, feito por pessoas competentes... E eu, antes de colocar a minha bota-de-sete-léguas, até cogitei ir em outro dia... Mas... Agora eu estava sendo audiência passiva daqueles moleques (meninos e meninas de voz esganiçada, de timbre pouco refinado). E as pessoas continuavam a chegar; comiam pipoca e olhavam umas para as outras, movendo os lábios, sorrindo ou gesticulando imperceptivelmente o palato...
Formou-se dois grupos distintos destes escrachados comentaristas, sendo que o que se instalou à esquerda, na última fila, acredito eu, era formado exclusivamente por garotas... Engraçado como a esbórnia pode ser contagiosa e flexível para aqueles que a seguem... A cada comentário das meninas, eu meditava sobre o fato de elas não terem realmente nada na cabeça, nenhuma motivação efetivamente progressista...
Sozinho na escuridão que se adensava pouco a pouco, eu convenientemente pus o meu cérebro para se distrair com o jogo da bola elástica, no meu celular (se quebrasse o recorde de 572 pontos, as iniciais seriam TIT...). Por três vezes, pessoas pediram licensa para passar, me forçando a perder as vidas... Mas longe de me chatear com isso, já ia me distraindo com a sucessão de eventos que aqui e ali se realizavam... Por mais surpreendente que pareça, uma mulher lá embaixo apareceu com uma máquina fotográfica; 'A foto!...', comentário. Um flashe potente e esverdeado. 'Vinte reais.', eu não pude deixar de começar a achar graça no que aqueles idiotas indômitos diziam... Talvez eles não fossem tão idiotas como se esforçavam para parecer ser e somente estivessem possuídos por uma alegria imensa proporcionada pelo véu da escuridão que os ocultava parcialmente da multidão que se formava; além do mais, eram comentários pertinentes ao caso -- terrivelmente oportunistas, mas encaixados em uma rede lógica de eventos. Quando um sujeito magro me perguntou, com voz mansa, se aquele lugar da direita estava reservado -- 'Não, não' --, eu imaginei como seria a sua reação ao dizer que sim; seu rosto se crisparia de frustração?... E como eu me sentiria se ninguém se sentasse ali depois?, será que ele iria vir tirar satisfação comigo depois?... Mas o fato é que eu perdi todas as minhas vidas no joguinho, e não me interessava mais jogar... Faltava pouco menos de cinco minutos, e eu me pus a ouvir atentamente a galera da bagunça:
'Ô João!... Sobe aí, Maria!', não havia ninguém para subir; ' Hiic, hiiiiiiic, uaaaAAUUuu!...', risadinhas e gracinhas etc; as meninas falavam sobre vizinhas e antipatias...
Naquele momento, em que o primeiro comercial começou a passar na grande tela branca que se iluminou repentinamente, eu já estava em um estado de profunda tolerância para com o ambiente e para com todas as pessoas da sala...
Bem, o ato da compra de um ingresso de cinema está intimamente relacionado ao prazer que esta pessoa que compra -- investe energia (por mais grosseira que seja, como o dinheiro o é) -- pode, ou crê, sentir durante a projeção e sobretudo ao final dela. A minha cotação de alegria em assistir filmes estava favorável para um novo sucesso: 3 filmes, em sequência, intercalados, evidentemente por tempos distintos, ótimos e agradavelmente justificáveis para o dito assim programa: Chico Xavier, As Melhores Coisas do Mundo e Harry Potter e o Enigma do Príncipe foram eles (poderiam ser 4, se considerássemos também Avatar... é: 4 bem sucedidas investidas ao cinema!) E, sem pesar em meus ombros qualquer temor ou ansiedade incontrolável por conta do filme que se iniciaria dentro de 15 minutos, subi calmamente a escada que levava à sala, observando distraidamente um grupo descendo as escadas logo ao lado, sorrindo e gozando um trio de pessoas à minha frente: 'É lá embaixo', dizia um deles sorrindo de orelha a orelha enquanto o outro à minha frente indagava 'O filme é na sala de baixo?...', 'É, trouxa (risos)'. Ao querermos, de verdade, pela simples observação e análise despretensiosa, podemos encontrar maravilhas no mundo das relações humanas... Antes de entrar, virei o rosto para um casal ao lado: 'Você quer dizer a minha bolsa; a minha bolsinha?', a mulher questionava de maneira infantil e paciente enquanto o cara de óculos vasculhava a sua bolsa de modo impetuoso, mas moderado. Não posso deixar de dizer que me senti com o peito opresso ao encarar a sala, mergulhada em uma típica e profunda penumbra, parcialmente cheia (ou mais ou menos vazia?...); tudo o que me interessava, agora, então, seria encontrar o 'meu lugar' -- ele fica mais ou menos duas filas antes da sessão final e ao lado direito do projetor... Estava lá, três lugares para escolher; apesar de sentar-me de pronto no primeiro lugar ao lado da escadaria, percebi que a minha visão não estava realmente alinhada, centralizada... E, por isso, senti realmente uma grande paz quando pulei para o outra assento à minha direita (que, de um modo ou outro, impediria algum casal de se sentar juntos... Bem, algumas vontades humanas inibiem ou destróem as vontades de outrem...). Mas é fato que, desde que entrei, um grupo de jovens indisciplinados (risos pelo me rigor...) se mostraram bastante à vontade com o público, para consigo mesmos, enfim... na sala de casa. A alegria se revelava brilhante para eles, e o entusiasmo não era propriamente pelo filme, mas sim por estarem em um cinema. Uau! Como podem?... Como querem?... Como suportam agir assim?... Bem, eu escrevi que o meu espírito estava preparado para aquele tipo de coisa: Assistindo de relance a uma entrevista com Sam Worthington (ao qual ele falava com gestos rápidos e olhos esbugalhados de adrenalina, como se estivesse alterado pelo efeito de alguma fileira de pó branco), sobre o filme, ele comentou, erguendo os ombros num sutil meneio de cabeça sobre aquele ser um 'popcorn-movie' (filme-pipoca) e que as pessoas deveriam se sentir livres e à vontade para assoviar para a Medusa e mandar ver as suas pipocas quando Hades aparecesse em cena (me pareceu, imediatamente, que ele sabia sobre o que falava, e que era, afinal, digno de confiança)... Hum, este comentário, acompanhado por um semblante risonho e irresponsável do ator, poderia ter me convencido a baixar gratuitamente o filme e conferir se, de fato, ele seria digno de ser levado como um entretenimento no mínimo eficiente, feito por pessoas competentes... E eu, antes de colocar a minha bota-de-sete-léguas, até cogitei ir em outro dia... Mas... Agora eu estava sendo audiência passiva daqueles moleques (meninos e meninas de voz esganiçada, de timbre pouco refinado). E as pessoas continuavam a chegar; comiam pipoca e olhavam umas para as outras, movendo os lábios, sorrindo ou gesticulando imperceptivelmente o palato...
Formou-se dois grupos distintos destes escrachados comentaristas, sendo que o que se instalou à esquerda, na última fila, acredito eu, era formado exclusivamente por garotas... Engraçado como a esbórnia pode ser contagiosa e flexível para aqueles que a seguem... A cada comentário das meninas, eu meditava sobre o fato de elas não terem realmente nada na cabeça, nenhuma motivação efetivamente progressista...
Sozinho na escuridão que se adensava pouco a pouco, eu convenientemente pus o meu cérebro para se distrair com o jogo da bola elástica, no meu celular (se quebrasse o recorde de 572 pontos, as iniciais seriam TIT...). Por três vezes, pessoas pediram licensa para passar, me forçando a perder as vidas... Mas longe de me chatear com isso, já ia me distraindo com a sucessão de eventos que aqui e ali se realizavam... Por mais surpreendente que pareça, uma mulher lá embaixo apareceu com uma máquina fotográfica; 'A foto!...', comentário. Um flashe potente e esverdeado. 'Vinte reais.', eu não pude deixar de começar a achar graça no que aqueles idiotas indômitos diziam... Talvez eles não fossem tão idiotas como se esforçavam para parecer ser e somente estivessem possuídos por uma alegria imensa proporcionada pelo véu da escuridão que os ocultava parcialmente da multidão que se formava; além do mais, eram comentários pertinentes ao caso -- terrivelmente oportunistas, mas encaixados em uma rede lógica de eventos. Quando um sujeito magro me perguntou, com voz mansa, se aquele lugar da direita estava reservado -- 'Não, não' --, eu imaginei como seria a sua reação ao dizer que sim; seu rosto se crisparia de frustração?... E como eu me sentiria se ninguém se sentasse ali depois?, será que ele iria vir tirar satisfação comigo depois?... Mas o fato é que eu perdi todas as minhas vidas no joguinho, e não me interessava mais jogar... Faltava pouco menos de cinco minutos, e eu me pus a ouvir atentamente a galera da bagunça:
'Ô João!... Sobe aí, Maria!', não havia ninguém para subir; ' Hiic, hiiiiiiic, uaaaAAUUuu!...', risadinhas e gracinhas etc; as meninas falavam sobre vizinhas e antipatias...
Naquele momento, em que o primeiro comercial começou a passar na grande tela branca que se iluminou repentinamente, eu já estava em um estado de profunda tolerância para com o ambiente e para com todas as pessoas da sala...
terça-feira, 25 de maio de 2010
. A Fúria dos Titãs - um pequeno intróito...
"... Há muito tempo atrás, não tanto que se possa perder de vista, ou deixar de ser mensurado, Fúria de Titãs (datado de 1981) foi lançado nos cinemas como uma fantástica produção dirigida por Desmond Davis e escrita por Berveley Cross. Por muito tempo (pouco menos de uma década sadia depois), de um modo indolentemente ignorante, eu concebi o mito da aventura de Perseu como sendo aquela ao qual, em minha infância, fui espectador contínuo, incansável mesmo!; somente recentemente, em verdade, por meio de um documentário de certa emissora de televisão à cabo, eu pude me inteirar da verdadeira estória do herói grego, Perseu, e sua luta contra Medusa (transformada em monstro, injustamente!, por Atena)... E a lembrança do filme de 81, e de todas as vezes em que eu tornava à casa com a fita (Vhs, camaradas!) firmemente segura nas mãos, foi o maior incentivo -- ao menos, o melhor que pude encontrar até ver o trailer... --, até então, para andar quase apressadamente para pegar a sessão de 16:20 hs. deste novo Fúria de Titãs (que, na verdade, o que pude constatar com um pouco de impaciência, de início, não é um remake -- aliás, não vem a ser sequer uma obra que rivalize ou abrace a lembrança de seu antecessor...! Mas estas impressões de aturdimento e desencanto a princípio foram se tornando menos rudes com o passar da projeção, que, de ínicio, em nada lembra o original.). E, em algum momento do filme (talvez num dos vários ao qual observei com estranheza quase cômica), eu tentei imaginar o que este novo diretor (o seu nome é Louis Leterrier) tinha em sua mente ao transformar o mito em uma oportunidade rentável de simples divertimento dispendioso... Em certas passagens do filme, aliás, veio em minha mente um pensamento de comunicação conformada, elaborada para os ouvidos de qualquer conhecido da rua, "Um filme divertido e de belas paisagens..."
Sim, amigos; e eu vejo que foi preciso o talento de três desinteressados roteiristas para tornar esta versão de Fúria de Titãs comercialmente viável... Mas eu devo confessar: o meu espírito estava sendo preparado para o que viria a seguir, horas antes do instante preciso em que os comerciais se encerraram e os trailers findaram com a luminescência pálida das luzes laterais do cinema... O filme iria começar. E a verdade é que eu estava até bastante animado para o seu início...
Sim, amigos; e eu vejo que foi preciso o talento de três desinteressados roteiristas para tornar esta versão de Fúria de Titãs comercialmente viável... Mas eu devo confessar: o meu espírito estava sendo preparado para o que viria a seguir, horas antes do instante preciso em que os comerciais se encerraram e os trailers findaram com a luminescência pálida das luzes laterais do cinema... O filme iria começar. E a verdade é que eu estava até bastante animado para o seu início...
"Spoilers around the world...!"
"... Eis o começo... Bem próximo do fim estará?... Bem, amigos, isto não importa agora. Uma idéia nos envolve, e todo o corpo segue o ritmo imposto pela vontade; sugestão que nos persegue e conduz a um objetivo, que nos remete a um ideal...
Que aqueles que se entusiasmam com esta idéia (a de descrição e ânimo por revelar as próprias sensações... um tanto íntimas por vezes, sim), tenham em mente um conjunto de regras existentes, disposições relacionadas ao entendimento e à antecipação de certos eventos e circunstâncias ligadas ao sujeito e à significância do projeto:
Regra #1: ... Não há regras. (Tsee!... Brincadeira -- seria muito clichê, não é mesmo?)
A verdade é que haverá sempre spoilers para nos conduzir a uma viagem mais íntegra no relato,
e nada se pode fazer a respeito (a própria idéia deste blog, se concentra em conduzir o leitor a uma espécie de visão, ou antevisão, do tempo corrido, do espaço sentido e, então, do próprio filme que serviu de modelo para o post;
Regra #2: Liberdade de comentários -- desde que pertinentes ao caso, e não ao caos... Sim?;
Regra #3: Toda a palavra escrita é, integralmente, propriedade deste humilde escritor que vos escreve... Que os relâmpagos crispem sobre mim e sobre mais ninguém, pois os pensamentos foram meus, as sensações foram minhas, tal qual as diversas opiniões e sacadas -- arbítrio de um ser humano que vive (e tem o direito de viver...) neste mundo.
... E isto é tudo...!
Que aqueles que se entusiasmam com esta idéia (a de descrição e ânimo por revelar as próprias sensações... um tanto íntimas por vezes, sim), tenham em mente um conjunto de regras existentes, disposições relacionadas ao entendimento e à antecipação de certos eventos e circunstâncias ligadas ao sujeito e à significância do projeto:
Regra #1: ... Não há regras. (Tsee!... Brincadeira -- seria muito clichê, não é mesmo?)
A verdade é que haverá sempre spoilers para nos conduzir a uma viagem mais íntegra no relato,
e nada se pode fazer a respeito (a própria idéia deste blog, se concentra em conduzir o leitor a uma espécie de visão, ou antevisão, do tempo corrido, do espaço sentido e, então, do próprio filme que serviu de modelo para o post;
Regra #2: Liberdade de comentários -- desde que pertinentes ao caso, e não ao caos... Sim?;
Regra #3: Toda a palavra escrita é, integralmente, propriedade deste humilde escritor que vos escreve... Que os relâmpagos crispem sobre mim e sobre mais ninguém, pois os pensamentos foram meus, as sensações foram minhas, tal qual as diversas opiniões e sacadas -- arbítrio de um ser humano que vive (e tem o direito de viver...) neste mundo.
... E isto é tudo...!
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